Trump ameaça “aniquilar” Irã e exalta força econômica dos EUA na ONU
Presidente americano discursou na 81ª Assembleia Geral da ONU e afirmou que os custos decorrentes do conflito com o Irã são necessários diante da estratégia adotada pelos Estados Unidos.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, discursou nesta terça-feira (22) na 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, logo depois do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A ordem segue a tradição mantida pela ONU desde 1955, segundo a qual o Brasil abre o debate geral e os Estados Unidos vêm em seguida. :contentReference[oaicite:0]{index=0}
Em sua fala, Trump destacou o poder econômico, militar e tecnológico dos Estados Unidos e apresentou as ações de seu governo no Oriente Médio como parte de uma estratégia de defesa dos interesses americanos.
🇺🇸 Trump ameaça “aniquilar” o Irã
O trecho mais duro do discurso foi direcionado ao Irã. Trump afirmou que Teerã terá de escolher entre um acordo com os Estados Unidos ou enfrentar novas ações militares. Em determinado momento, disse que poderia “aniquilar” a República Islâmica caso não haja um acordo de paz.
A declaração ocorreu em meio ao conflito entre Estados Unidos e Irã, que já vem afetando os mercados de energia e elevando a preocupação com os preços dos combustíveis. Segundo a Reuters, Trump também afirmou que acredita que um acordo poderá ser alcançado depois das eleições legislativas americanas de novembro. :contentReference[oaicite:1]{index=1}
Trump voltou a dizer que uma das principais justificativas para a ação americana contra o Irã é impedir que o país desenvolva uma arma nuclear. O secretário de Estado, Marco Rubio, também afirmou nesta terça-feira que os Estados Unidos estão abertos a conversar com representantes iranianos durante a Assembleia Geral, embora nenhum encontro tivesse sido marcado naquele momento. :contentReference[oaicite:2]{index=2}
⛽ Guerra também pressiona os preços
O conflito no Oriente Médio passou a ter reflexos sobre o mercado de energia. A Reuters informou que as tensões envolvendo o Irã contribuíram para a alta dos preços dos combustíveis e aumentaram a pressão sobre a economia americana. :contentReference[oaicite:3]{index=3}
O tema tem peso político dentro dos Estados Unidos. Uma pesquisa Reuters/Ipsos divulgada na segunda-feira (21) mostrou que a aprovação de Trump caiu para 32%, o menor nível registrado em sua trajetória política. Apenas 17% dos entrevistados disseram aprovar a maneira como ele vem lidando com o custo de vida. A pesquisa ouviu 1.277 adultos americanos e tem margem de erro de três pontos percentuais. :contentReference[oaicite:4]{index=4}
🗳️ Discurso ocorre antes das eleições de meio de mandato
A situação econômica e a guerra com o Irã também aparecem no debate político americano às vésperas das eleições legislativas de novembro.
A Reuters registrou que o aumento dos custos de energia e a condução do conflito passaram a representar questões importantes para candidatos republicanos, inclusive alguns que anteriormente apoiavam as ações militares do governo e agora defendem mudanças na estratégia adotada. :contentReference[oaicite:5]{index=5}
Durante o discurso na ONU, porém, Trump manteve a defesa de uma política externa baseada na força militar americana e criticou instituições internacionais, incluindo o Tribunal Penal Internacional. :contentReference[oaicite:6]{index=6}
🌎 O discurso na ONU
A 81ª Assembleia Geral começou nesta terça-feira e reúne chefes de Estado e de governo em Nova York entre 22 e 28 de setembro. O tema desta edição é “Restaurar a confiança, gerenciar a transformação: uma Organização das Nações Unidas que atenda a todas as pessoas”. :contentReference[oaicite:7]{index=7}
O discurso de Trump colocou o conflito com o Irã no centro de sua participação, ao mesmo tempo em que o presidente procurou apresentar a economia, a tecnologia e o poder militar dos Estados Unidos como elementos centrais de sua política internacional.
📌 Em resumo
- Trump discursou na ONU nesta terça-feira (22), depois de Lula.
- O presidente americano afirmou que o Irã poderá ser “aniquilado” caso não haja um acordo.
- A guerra com o Irã vem pressionando os preços de energia e combustíveis.
- A aprovação de Trump está em 32%, segundo pesquisa Reuters/Ipsos divulgada em 21 de setembro.
- O pronunciamento ocorre semanas antes das eleições legislativas de meio de mandato nos Estados Unidos.
📚 Fontes consultadas
Reuters; Organização das Nações Unidas (ONU); Reuters/Ipsos.
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